de_forma's Blog

Breves considerações sobre o novo parque urbano de Rio Tinto September 1, 2016

 

Indiscutivelmente louvável e necessária, a proposta de regeneração do projecto do Parque Urbano de Rio Tinto visa, antes de mais nada, consertar o erro que foi o entubamento do rio feito na década de 90; desta premissa inicial nascerá o novo espaço, em meio a retalhos urbanos e conflitos do sistema viário.

As sugestões aqui feitas devem ser vistas como um complemento ao projecto actualmente em vigor, de maneira a abranger condicionantes que potencializem mais o futuro parque.São elas:

  • Traseiras dos lotes/construções da Rua Amália Rodrigues.

Esta é uma configuração complexa, devido ao facto de estar parte consolidada por habitações unifamiliares, e ao mesmo tempo ser um terreno de imenso declive entre a referida rua e a cota do parque, mas baixa em relação à primeira. Conforme o projecto, os altos muros de arrimo das habitações servem de fronteira ao parque. Este traçado, ainda que previsto ser ocupado por caminhos pedonais localizados entre o rio e os muros, acaba por não explorar outras soluções que poderiam criar uma espécie de frente urbana, e amenizar o impacto de pouco interesse resultante do limite do parque nesta zona, tal como está previsto.

  • Integração com a Quinta das Freiras

Um espaço público de excelência, construído em 1965 e localizado adjacente ao futuro parque, não foi contemplado com um facilitador de integração ao mesmo. Curiosamente, a equipa de projectos foi sensível a unificar as secções 1 e 2 do parque com a 3, suprimindo a rua existente. A linha de metro existente, que segue paralela à Quinta das Freiras, poderia ter sido o fio condutor de uma integração total entre os espaços.

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