de_forma's Blog

“Rua sem saída;conversa sem saída” February 20, 2011

Esta postagem é o que em Portugal se chamaria de conversa de chacha,ou em inglês idle talk,ou ainda no Brasil a tão falada conversa fiada.
Então num dia qualquer reparei na tal da rua sem saída,não na rua em si mas na placa que a representa no código de trânsito brasileiro e que por curiosidade é a única* que não tem representação gráfica – a palavra “Rua Sem Saída” está lá escrita!
E então porque esta situação especial com a pobre da placa?Já imaginaram como ficaria se o “Junções sucessivas contrárias primeira à esquerda” tivesse isto ao invés da placa gráfica?
O que sucede provavelmente é que representar a “Rua Sem Saída” envolve fatores metafísicos e psicológicos muito fortes que tem várias associações no inconsciente,se não fosse assim nos EUA a tal da rua não viraria o “Dead End”,também escrito.Traduzindo ao pé da letra seria o macabro e aterrorizante Final Morto!
Se continuarmos esta conversa de chacha pela Europa aparece-nos a primeira representação da “Rua Morta”,com uma sugestiva cruz de São Francisco sobre fundo azul.Sim,só pode mesmo ser uma cruz porque eu nunca vi nenhuma rua com um muro vermelho a interrompe-la!
Sugiro que se faça um concurso de idéias envolvendo marketeiros,linguístas,designers e pessoas sem o que fazer para que esta situação injusta com a “Rua Sem Saída” acabe de uma vez por todas.

Para saber mais:
Desciclopédia

 

04:00 AM February 4, 2011

Filed under: Uncategorized — deforma @ 3:03 am
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Estava quase a desligar a TV a altas horas da madrugada,depois de um zapping incessante para ver se arranjava algo interessnte para ver.Por pouco não fui desisto e vou dormir.Este por pouco fez toda a diferença:Um documentário no Multishow salvou a noite!
Estes graffitis(que estão mais para instalação artística do que para graffiti propriamente dito)são do artista candense Peter Gibson,mais conhecido como Roadsworth.
O cara já foi preso várias vezes por “vandalismo” e chamou a atenção da mídia em Montreal que não sabia se o encarava como pichador ou artista.Lá pelo desenrolar do documentário ele questiona o porquê de alguns símbolos dos espaços públicos serem aceitos normalmente e outros(como a arte dele) não poderem fazer parte desta categoria,levando para um questionamento do que é o público,até que ponto é de todos e qual o grau de autoritarismo e repressão que há neles.
No final das contas a obra dele é toda sobre estes símbolos e imposições da cidade.

Para saber mais:
Roadsworth

 

 
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